14 de novembro de 2010

Odeio

Odeio quando não estou ao pé de ti
Odeio não te puder ver todos os dias
Odeio não te puder sentir bem perto de mim
Odeio não te puder abraçar quando preciso
Odeio quando quero falar e não consigo
Este ódio corrói-me
Destrói-me por dentro e por fora
Odeio a tristeza
Odeio a solidão
Odeio ser tratada de maneira diferente
Odeio ser olhada de lado
Odeio quando me dizem “odeio-te”
Odeio quando me dizem “esquece”
Odeio ter razão e dizerem que não a tenho
Odeio o facto de querer ser feliz e não conseguir
Odeio ver-te triste
Odeio ver-te em baixo
Odeio quando te culpas por algo sem culpa
Odeio não te puder ajudar
Odeio não saber como o fazer
Odeio
Odeio
Odeio
Odeio a minha triste e miserável vida
Odeio a morte, mas é o que eu preciso
MORRER e ESQUECER
Que alguma vez vivi
Que alguma vez fui feliz
Que alguma vez fui amada
Que alguma vez fui precisa
Odeio odiar
Mas amo, amar-te.

Camila Martins

1 comentário:

  1. Desde que começei a ler este blogue fiquei com um bichinho em saber o que se passa contigo miúda!!
    Escreves tanto, e adoro ler os teus textos.. Sabes-te exprimir, sabes o que é ter alma de escritor :D
    Continua com esses texto magníficos que tens escrito, mas muda a tua forma de pensar em relação à morte.. Ainda és muito nova, ama, odeia mas vive o que tens de viver, o que tem de ser vivido, com mais ou menos intensidade ;)
    Saudades tuas miúda <3

    Beijão Mariana

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